sábado, 23 de outubro de 2010

A Vassoura Mágica (do Joaquim)

A proposta era continuar a história d'A Vassoura Mágica ou inventar-lhe um fim diferente. Vamos ver a sugestão do Joaquim, que até encontrou um importante manual nas prateleiras da imaginação:

E, dito isto, entreolharam-se com ar cúmplice. Foi a Bruxa Rabucha quem quebrou o gelo:
– Como é que sabes da existência de vassouras mágicas?
– Eu tinha uma, mas ardeu para me salvar a vida, quando me perdi na Antárctida – respondeu a Ana.
– Eu também tinha uma, mas perdi-a num autocarro, esqueci-a… – e sussurrou – tu também és uma bruxa?
– Eu?! Não! E nem sabia que as bruxas existiam. Pensava que não passavam de figuras de contos de fadas.
– Mas enganas-te, as bruxas existem, mas estão a tomar vida de pessoas comuns. Como eu, desde que perdi a vassoura trabalho na Loja da Sorte a vender lotarias.
E a menina pensou: “se não houver bruxas no mundo, não há vassouras, não há viagens de noite para conhecer o mundo, e não há possibilidade de tirar as bolas de cima do telhado da casa do Senhor Zacarias e de tirar o gato de cima da araucária”. E concluiu:
– Vamos fazer uma vassoura mágica para ti e tornar-te bruxa novamente!
– Boa ideia! – disse a bruxa.
E foram para a casa da bruxa construir a nova vassoura. A bruxa procurou entre as prateleiras poeirentas até que encontrou “O manual de fazer vassouras”.
– Aqui está! Para fazer uma vassoura é preciso um galho de uma árvore assombrada…
– Temos! – disse a Ana.
– Rabo de rato…
– Também temos.
– E pêlos de ogre.
– Temos.
– E é tudo.
– Vamos montar a vassoura!
E montaram uma vassoura perfeita que voava como poucas.
E ficaram ambas contentes: a Bruxa Rabucha voltou a ser bruxa e a Ana voltou a poder viajar pelo Mundo.

Joaquim, 6.º A (E.B. de Vila Praia de Âncora),
baseado na leitura da obra A Vassoura Mágica, de Luísa Ducla Soares

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